Secretária nacional de Defesa do Consumidor, Juliana
Pereira, vai convocar representantes das empresas
BRASÍLIA - Os programas de fidelidade do mercado brasileiro, em
especial os de companhias aéreas, estão na mira do governo federal. Estudo do
Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) apresentado nesta
quinta-feira a representantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, com diagnóstico
sobre o mercado de programas de fidelidade, aponta relação direta entre os
programas e a elevação dos preços das passagens aéreas entre 5% e 15%, mas que
em situações excepcionais, relacionadas à mudança de nível ou status do
consumidor no programa, pode chegar a 50%.
O documento sugere a intervenção da Secretaria Nacional do Consumidor com
o objetivo de investigar as irregularidades. A secretária nacional de Defesa do
Consumidor, Juliana Pereira, adiantou ao GLOBO que chamará representantes desses
programas para tratar do atendimento às normas.
Segundo Juliana, algumas práticas adotadas pelas empresas podem ser
consideradas abusivas ou enganosas. A secretária afirmou que, entre os
principais problemas, estão a ausência de informação clara e transparente para
os clientes e a alteração unilateral de regras contratuais retroativas aos
saldos de créditos já acumulados.
