domingo, 3 de julho de 2011

Consumidor deve fugir de juros altos

Isso não significa deixar de pegar empréstimos, mas evitar taxas altas como a do cartão               
Marcel Gugoni, do R7 publicado em 16/06/2011 às 19h23
Os juros mais caros por causa do aumento da Selic não são o fim do mundo para o consumo. A orientação de economistas ouvidos pelo R7 é de que os consumidores não fujam da compra, mas evitem as modalidades mais caras como o cartão de crédito ou o cheque especial.


Pelos números mais recentes da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), o rotativo do cartão cobra 239% ao ano, enquanto o limite da conta bancária morde 155% ao ano. O empréstimo das financeiras também é desaconselhado – a taxa pode chegar a 197% ao ano.

Quase metade das famílias paulistanas está endividada

Apesar do aumento no percentual de quem deve, nível de calote é baixo

O vilão da dívida das famílias paulistanas continua sendo o cartão de crédito. Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor realizada pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) revela que, em junho, aumentou em 44,3 mil o número de famílias endividadas, passando para um total de 1,683 milhão, contra 1,639 milhão registrados em maio – o aumento foi de 1,2 ponto percentual em relação a maio.